- 26 de maio de 2026
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Tecnologia, regionalização e mobilidade: como a Velp apresentou o futuro da saúde na Marcha dos Consórcios

Flávia Jardim – jornalista
A regionalização da saúde exige muito mais do que conectar municípios. Exige integrar atendimento, informação, mobilidade e tomada de decisão em tempo real. Foi com essa visão que o CEO da Velp Tecnologia, Paulo Henrique Barros, participou da IV Marcha Nacional dos Consórcios Públicos, promovida pela Rede Nacional dos Consórcios Públicos, em Brasília, no painel “Tecnologia e o Futuro da Regionalização da Saúde”.
Durante a apresentação, Paulo mostrou como a tecnologia já transformou uma das operações mais complexas da saúde pública brasileira: o atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência.
Como a tecnologia transformou o atendimento do SAMU
O vSkySAMU, desenvolvido pela Velp, se consolidou como a maior plataforma de regulação médica do país, conectando mais de 900 municípios e apoiando centrais de urgência e emergência em uma operação integrada.
O que antes dependia de rádio, telefone e processos pouco rastreáveis, hoje opera com dados em tempo real, geolocalização, despacho digital e integração entre central, ambulâncias e equipes de campo.
Segundo Paulo Barros, o SAMU se tornou um grande exemplo de como a tecnologia pode fortalecer a regionalização da saúde. Mas essa evolução continua.
Com as novas funcionalidades incorporadas ao vSkySAMU, a operação ganha ainda mais inteligência e capacidade de resposta:
• Inteligência Artificial (vIA SAMU): apoio à gestão e monitoramento operacional em tempo real;
• Telemedicina: suporte remoto ao atendimento, ampliando a capacidade clínica das equipes;
• Conectividade via satélite (Starlink): ambulâncias conectadas mesmo em áreas remotas;
• Câmeras embarcadas: mais segurança, transparência e apoio visual à regulação.
Na prática, isso significa decisões mais rápidas, mais suporte às equipes e mais eficiência no atendimento à população.
O próximo desafio da regionalização: transporte sanitário
Se a tecnologia revolucionou o atendimento de urgência, por que o transporte sanitário ainda opera, em muitos lugares, com modelos ultrapassados? Esse foi outro ponto central da palestra.
Milhares de pacientes se deslocam diariamente entre municípios para consultas, exames, tratamentos e procedimentos como hemodiálise. Ainda assim, grande parte dessa operação continua sendo gerenciada de forma manual, com baixa ocupação dos veículos, rotas ineficientes e custos elevados.
Foi olhando para esse desafio que a Velp desenvolveu o vWay, plataforma de gestão inteligente da mobilidade pública.
vWay: inteligência para o transporte sanitário e mobilidade municipal
Inspirado na lógica de coordenação operacional já aplicada ao SAMU, o vWay organiza o transporte sanitário com mais eficiência, conectando demanda, veículos, rotas e gestores em uma operação regional inteligente.
A solução atende não apenas o transporte em saúde, mas também outras demandas municipais, como:
• transporte eletivo;
• Tratamento Fora do Domicílio (TFD);
• hemodiálise;
• transporte social;
• transporte administrativo;
• mobilidade pública regional.
Os resultados já aparecem na prática. Em um município onde a solução foi implantada, a gestão passou a transportar até 3 vezes mais pacientes com os mesmos recursos, com melhor ocupação dos veículos, otimização de rotas e maior controle operacional.
O futuro da regionalização da saúde passa por tecnologia. A principal mensagem da participação da Velp na Marcha dos Consórcios foi clara: regionalizar saúde não é apenas ampliar atendimento. É coordenar operações complexas com inteligência.
A tecnologia deixou de ser suporte e passou a ser infraestrutura crítica para a saúde pública. Com soluções como o vSkySAMU e o vWay, a Velp reforça sua atuação no desenvolvimento de ferramentas que ajudam consórcios públicos a ganhar eficiência, ampliar capacidade operacional e entregar mais qualidade no atendimento à população.
O futuro da saúde regionalizada será construído com conectividade, dados, inteligência operacional e mobilidade integrada.
Como a tecnologia ajuda na regionalização da saúde?
A tecnologia permite integrar centrais, equipes, ambulâncias, hospitais e gestores em tempo real, melhorando a comunicação, a tomada de decisão, a gestão de recursos e a mobilidade entre municípios.