Eficiência
“Até agora o programa está rodando bem e o registro de todas as vistorias são transferidos com facilidade para a base de dados no computador”, avalia o gerente da Vigilância Sanitária da capital, Eduardo Camargos Couto. Segundo ele, a implantação desta tecnologia vai detectar e medir o problema. “Quando você tem um serviço que é monitorado, medido, dá mais segurança para a população da eficiência”, diz.
O gerente acredita que dentro de dois meses a fase de testes terá acabado e os 200 palmtops já comprados poderão ser usados para a vistoria de 300 atividades em 50 mil estabelecimentos da capital. Com o novo sistema, o fiscal consulta no palmtop - e não manualmente - um roteiro com 80 a 100 itens de cuidados com a saúde e verifica se estão sendo cumpridas as normas quanto a estrutura, fluxo e procedimentos. Os itens podem ser cruzados de diferentes maneiras na base de dados.
“Em 2005, fizemos 62 mil visitas e cada uma gera de 80 a 100 informações. Se você não tem como trabalhar isso no meio eletrônico, é como um banco controlar a conta dos clientes na cadernetinha. Vamos ter de um dia para outro um diagnóstico preciso da situação sanitária de qualquer estabelecimento. Vamos saber os itens cumpridos, os que trazem risco e uma ordenação dos estabelecimentos conforme a ordem de prioridade de visita”, explica.
Para utilizar a tecnologia, seis gerentes e coordenadores da Gerência da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Administração Regional Barreiro passaram por treinamento na Empresa de Informática e Informação de Belo Horizonte (Prodabel). Os proprietários de estabelecimentos irregulares que foram vistoriados dentro da fase de testes tiveram o estabelecimento fotografado e receberam as autuações impressas na hora. Com a evolução do sistema, o cidadão poderá consultar pela internet, no site da prefeitura, os pontos que ainda precisa corrigir. |