Fiscais com mais poder  
Tecnologia entra no combate ao risco sanitário e equipes vão usar
palmtops, computador portátil que vai agilizar e melhorar o trabalho
em BH, primeira capital a adotar o sistema
Fonte: Jornal Estado de Minas
Data: Sexta-feira, 14 de junho de 2006
     
 

 
     
 

Os fiscais sanitários da região do Barreiro, em Belo Horizonte,receberam, ontem, um importante aliado para agilizar e melhorar o trabalho. A fiscalização será feita com palmtops, um computador portátil. Os aparelhos vão permitir o armazenamento de dados estatísticos e epidemiológicos, além do diagnóstico de risco. “Com o acesso a todos esses dados numéricos e qualitativos, os 50 mil estabelecimentos da capital poderão ser postos na ordem de risco sanitário. O fiscal poderá vistoriar, com prioridade, os locais em que há risco mais grave medido pela vistoria”, afirma o gerente da Vigilância Sanitária em BH, Eduardo Camargos Couto.

“Os resultados serão mais positivos, pois a medição do risco direcionará os trabalhos. Nenhuma fiscalização deixará de ser feita, mas onde for mais grave atuaremos imediatamente”, afirma. Em 2005, foram feitas 62 mil visitas. Doze mil delas foram provocadas por reclamações da população. O sistema de trabalho é pioneiro no país e faz parte do processo de informatização sanitária na capital.

O projeto-piloto será testado na região do Barreiro por dois meses. Até o fim do ano, deverá ser estendido às regiões Leste e Venda Nova. A expectativa é de que até julho do ano que vem todas as nove regionais estejam sendo fiscalizadas com o uso do palmtop. “O ministro da Saúde, Agenor Álvares, disse que Belo Horizonte será módulo para estender o sistema a todo o país”, conta Eduardo Camargos.

AMPLIAÇÃO
BH tem atualmente 188 fiscais que juntos fazem, em média, 600 vistorias por dia em hospitais, bares, mercearias e outros estabelecimentos comerciais. O gerente da vigilância acredita que os números devem aumentar, pois os recursos dos palmtops, como máquina fotográfica e impressora para emitir documentos no ato da fiscalização,permitirão agilidade e segurança na conferência dos dados vistoriados. Em cada local, o fiscal consulta um roteiro com 80 a 100 itens ligados à saúde e verifica se estão sendo cumpridas as normas quanto ao fluxo e procedimentos.

Todos os profissionais fizeram treinamento na empresa de informática do município. Os palmtops foram comprados com recursos do Ministério da Saúde. A prefeitura pretende ampliar
os sistema informatizado de fiscalização também para as áreas de postura, obras, meio ambiente, arrecadação e vias urbanas.

 
     
 
     
     
 
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